domingo, 26 de junho de 2011

Emoção da Razão

Todos querem ter razão. E pra emoção sobra o que?
Na emoção todos querem ter razão. E quem não quer? Muitas vezes tomados pela emoção, queremos ter razão sobre coisas diversas.
Algumas mentes levadas pela hipocrisia podem dizer que não querem, no entanto suas opiniões simplesmente mudam se por ventura não conseguem defender suas ideias com argumentos plausíveis. Então dizem “não quero ter razão, mudo de acordo com o andar da carruagem, se a outra pessoa me convencer está tudo ok”. Isto significa que a pessoa não deixou sua razão de lado para servir pensamentos alheios e sim que ela simplesmente mudou seu pressuposto. Passou a concordar e sua razão mudou de figura.
Numa discussão as pessoas defendem os seus pontos de vistas. Quando digo discussão não implica necessariamente em uma briga. Numa troca de ideias bem aventuradas isso também acontece. Lembremo-nos dos grandes filósofos... todos querendo incumbir suas teorias à nossas cabeças. Todos somos dotados de cérebros pensantes (teoricamente, brincadeirinha!). Cada um tem uma história de vida e a razão acompanha cada ser de forma diferente.
A emoção de ter razão é uma aventura a ser vivida por todos que reivindicam suas próprias maneiras de pensar. Correr riscos é a alegria de pensadores ousados que ao defender suas ideias, terminam por fazer aquilo que tentei explicar no início do texto, ou seja, se emocionar. Então para quê tentar separar uma coisa da outra já que ambas andam juntas?
Resolvi colocar este assunto em pauta sem consultar a Wikipédia e nem dicionários de latim ou filosofia. Estamos aqui falando sobre a prática do dia-a-dia. E isto me veio a tona por lembrar de fatos pessoais sobre opinião mesmo, do qual este artigo aqui faz parte. Pensei “vou dar a minha opinião sobre razão, isso me causa emoção.”
Uma certa vez na escola em uma dessas peleias adolescêntes uma colega me falou: “mas você sempre quer ter razão” e na hora pensei e disse: “claro, assim como tu queres ter também neste exato momento.”
É engraçado e ao mesmo tempo curioso a significação que algumas palavras possuem. Ou seja, no caso da discussão da escola, ter razão era uma coisa errada ou feia. O mais incrível mesmo é que num debate, seja lá sobre o que for, todos querem possuir a dita cuja da razão.
Eu sinceramente prefiro a emoção. Assim se por acaso eu precise dar a minha opinião sobre algo, como neste texto opinativo, não vou querer convencer ninguém sobre as coisas que digo, simplesmente já fico feliz em poder dizer o que penso. Neste caso a razão flutua incerta e a emoção me faz flutuar também! Incertas(os) somos todas(os) nós juntas (os).

Grasiela Piasson